Itaguaí
 

Município de Itaguaí:

O início do desbravamento do atual território de Itaguaí é registrado em meados do século XVII. Segundo o historiador Monsenhor Pizarro, a sua colonização é iniciada quando os silvícolas da ilha de Jaguaramenon, atual Jaguanum, atraídos pelo governador da época, Martim Afonso de Souza, transferiram-se para outra ilha situada mais ao sul e conhecida como Piaçavera, hoje Itacuruçá, Foi desse local que, mais tarde, se dirigiram os referidos aborígenes para o continente, fixando-se nas terras compreendidas entre os rios Tinguaçu, hoje conhecido como Itinguçu, e Itaguaí, às quais denominaram Y-tinga. Logo após a fixação dos indígenas nessa localidade, nela chegaram os missionários portugueses da Companhia de Jesus, os Jesuítas, que levantaram ali a base da futura povoação. Nessa região, onde se encontra hoje Coroa Grande, e que deram o nome de Cabeça Seca, ergueram uma igreja onde moravam e onde desenvolveram a catequese. Não se sabe com precisão a data em que isto aconteceu, tendo-se como certo que ocorreu antes de 1688.

Posteriormente, verificando os jesuítas que as terras da Fazenda Santa Cruz, constituída por doações e permutas entre a Ordem e nobres da Corte, seus primitivos proprietários, por se encontrarem mais próximas do oceano, melhor se prestava a servir de núcleo para aldeamento, para ali se transferiram, levando consigo todos os habitantes do antigo arraial. Ainda dessa transferência não se pode precisar a data, apenas que se verificou em época anterior a 1718. Tão logo chegaram ao novo local escolhidos pelos Jesuítas, os índios, sob a orientações dos religiosos, iniciaram a construção de um novo templo que foi concluído em 1729, sendo dedicado à devoção de São Francisco Xavier (velha igreja matriz de Itaguaí). Atingidos pelas leis emanadas da Corte, em 3 de setembro de 1759, e por nobres, que moveram tenaz perseguição contra sua Ordem, os padres perderam o controle da povoação, tendo que abandoná-la naquele ano.

Logo após a Missão Jesuítica no Brasil, em 1759, a Fazenda Santa Cruz se constituía no maior latifúndio administrado por aqueles padres, compreendendo uma extensão de terras que abrangeriam hoje todo o Sul do Estado do Rio de Janeiro, nelas integradas as terras de Itaguaí.

Administrada, então, por nobres influentes, na Corte e no Vice Reinado, a imensa fazenda se transformou num cenário importante para as grandes mudanças políticas no Brasil, cuja sede imponente recebia, periodicamente, a Família Real, que desfrutava de suas belezas e tranqüilidade, enquanto aqui permaneceu, até o seu retorno obrigatório a Portugal.

O Príncipe Regente, Dom Pedro I, que conduziu os interesses da Coroa como Imperador do Brasil, esteve constantemente em Itaguaí, já que somente passando por Itaguaí se chegava a São Paulo e às Gerais, através do histórico caminho das calçadas, trecho construído pelo trabalho escravo, no fim da administração jesuítica, o qual cruzava as serras e é ainda hoje existente.

Numa daquelas idas a São Paulo em 1822, acompanhado pelos dragões, guardas da Cavalaria Real, seguiu decidido para o ato da Independência do Brasil, tornando-se o referido caminho denominado de Estrada da Independência.

Em 1833, a vila de Itaguaí foi elevada à categoria de cidade, desligando-se administrativamente da cidade do Rio de Janeiro. Em 1880 prosperava a vida rural e comercial, exportando café, farinha e aguardente, com a ajuda dos negros e índios, que trabalhavam no plantio e na colheita. Em 1946 chegavam a Itaguaí imigrantes alemães e japoneses que ajudaram a consolidar a base agrícola do Município.

Até a década de 60, o Município viveu um período de estabilidade econômica e demográfica, motivada pela base econômica agrícola e fatores naturais de crescimento. A partir da década de 70 no entanto, Itaguaí experimentou uma aceleração na sua taxa de urbanização, motivada por forte incremento populacional. As notícias da implantação de uma nova siderúrgica, pela Companhia Siderúrgica Nacional, elevou a população dos 55.800 habitantes em 1970 para 90.130 em 1988, contabilizando um crescimento demográfico recorde de 6,14% ao ano.

Na década de 90 um novo pique, motivado pelas expectativas de implantação do Pólo Petroquímico, elevou a população a 125.063 habitantes, segundo censo efetuado pelo IBGE.

Neste momento, com a chegada efetiva do Complexo Portuário, parece inevitável a repetição do fenômeno, significando uma sobrecarga de demandas para a qual o Município necessita se adequar. O município apresenta sérios problemas ambientais e hoje todas as atenções estão voltadas para o Porto de Sepetiba, o qual, em pleno funcionamento, influenciará enormemente uma grande região do país.

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