Dólar fecha a R$ 2,47 após ação do BC; Bovespa retrocede 1,97%

O mercado de câmbio teve um dia bastante volátil nesta sexta-feira, em que os preços da moeda americana oscilaram entre o pico de R$ 2,62 e o piso de R$ 2,42, "forçando" o Banco Central a intervir por cinco vezes nos negócios. Nas últimas operações de hoje, o dólar comercial foi cotado a R$ 2,479 --valor de venda-- o que representa um recuo de 2,24% sobre a taxa de ontem.

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Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,770, um avanço de 4,13%.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofre perdas de 1,97%, aos 34.435 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 2,50 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrai 1,11%.
O BC vendeu moeda no mercado à vista por três vezes, sem conseguir deter a escalada das taxas, duas vezes pela manhã e mais uma vez à tarde, às 15h. Pouco minutos depois, às 15h15, a autoridade monetária voltou a atuar no mercado de moeda, oferecendo um montante de 30 mil contratos de "swap" cambial aos bancos, que tomaram 19.420 desse total, numa operação de US$ 951,8 milhões.
E quase no encerramento dos negócios, às 15h45, a autoridade monetária voltou à carga, ofereceundo outros 10.580 contratos de "swap". Mais uma vez, a demanda ficou abaixo da oferta e os bancos tomaram 7.800 desse montante, numa operação de US$ 374,9 milhões.
O contrato de "swap" cambial garante ao investidor a variação da taxa de câmbio e é visto como uma alternativa de "hedge" (proteção) ao dólar à vista. Esses contratos são oferecidos aos bancos como forma de tirar pressão sobre a moeda americana, em momentos de forte aversão ao risco.
Se o banco não quer ficar com o caixa exposto à taxa de câmbio, ele adquire o contrato e repassa o compromisso de arcar com as oscilações do dólar para o Banco Central. O BC, por sua vez, repassa o risco de oscilação da taxa de juros doméstica para os bancos. O contrato é liquidado pela diferença entre a oscilação do câmbio e dos juros no período acordado.
O presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que as intervenções no mercado de câmbio somam quase US$ 50 bilhões desde o 17 de setembro. Hoje, Meirelles disse que a instituição não tem metas referentes à cotação do dólar diante do real. "O Banco Central não tem meta para taxa de câmbio, nem defende uma cotação específica", afirmou, diante de um platéia de industriais do setor eletroeletrônico.

Juros futuros
Faltando cinco dias para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado futuro de juros voltou a rebaixar os juros futuros para 2009, 2010 e 2011.
No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 13,52% ao ano para 13,51%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 13,67% para 13,32%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista cedeu de 14,15% para 13,65%.
A aposta majoritária do mercado financeiro ainda é de que o Comitê vai manter a taxa de juros em 13,75%. Nos últimos dias, porém, ganhou alguma força a corrente que estima um corte da Selic para 13,50%.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u475760.shtml