Bovespa amplia ganhos com papéis da Petrobras; dólar recua

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emplaca mais um dia de pregão positivo nesta terça-feira. O desempenho é sustentado pelo forte ganho das ações da Petrobras --a mais negociada por aqui.

O Ibovespa --principal indicador da Bolsa paulista, avançava 2,39%, aos 61.244 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,37 bilhão. Já o dólar comercial recua 0,34%, negociado a R$ 1,741.

As ações da Petrobras segue em ritmo de recuperação das perdas sofridas na semana passada e tem valorização de 4,92% paras as ordinárias e 4,85% paras as preferenciais. Ontem, a estatal informou que os acionistas da empresa aprovaram o desdobramento de ações de 1 para 2, o que animou os investidores no pregão de hoje. O desdobramento das ações faz com que o preço unitário de uma ação da petrolífera fique mais barato, o que atrai investidores com menor poder aquisitivo.
Em Wall Street, as Bolsas operam com resultados mistos. O índice Dow Jones está praticamente estável, com leve recuo de 0,01%, aos 12.547,09, enquanto que o tecnológico Nasdaq Composite leve alta de 0,44%, a 2.336,30. O S&P 500 sobe 0,31%, a 1.354,03 pontos.

Pouco antes de se iniciar os pregões em Wall Street, o indicador Standard & Poor's/Case Shiller de preço de casas de janeiro indicou redução em relação a dezembro de 2007.

As expectativas dos analistas, no entanto, se concentraram na divulgação da confiança do consumidor norte-americano. Segundo anunciou o instituto privado Conference Board, o índice geral voltou a cair em março para 64,5, ante 76,4 de fevereiro. Trata-se do menor índice desde março de 2003 (61,4).
O indicador da confiança do consumidor é considerado importante porque um consumidor pessimista tende a retrair o consumo --o principal motor da economia americana, que está na iminência de uma recessão. Já a queda do valor das casas --a maior desde que começou a ser medida, em 1987-- indica que a crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") ainda não acabou.
Os indicadores ruins fazem com que o mercado americano se mantenha volátil, assim como já ocorre desde o início da crise do subprime.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u385605.shtml