Esta foi uma semana especial para o movimento sindical. O presidente Lula sancionou
o PL 1.990/07, do Executivo, que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais.
A Lei 11.648, publicada em edição extra do Diário Oficial
da União, de 31 de março de 2008, selou a batalha das centrais
que lutaram por cerca de duas décadas pelo reconhecimento legal. Esta
foi uma vitória do consenso da agenda de luta e, sobretudo, da unidade
construída pelo movimento sindical que permitiu este grande êxito.
Ao sancionar a lei, Lula vetou o artigo 6º do projeto, que determinava
a fiscalização, pelo TCU, dos recursos recolhidos por meio da
contribuição sindical das entidades que compõem o sistema
sindical - sindicatos, federações, confederações
e, agora, as centrais. O veto se baseou em preceito constitucional: "A
Constituição veda ao Poder Público a interferência
e a intervenção na organização sindical, em face
o princípio da autonomia sindical, o qual sustenta a garantia de autogestão
às organizações associativas e sindicais".
Na Câmara houve votação de três MPs, mas a pauta continua
travada por dez. No Senado, a Casa rejeitou a MP 400/07, que concedia R$ 50
milhões para o Ministério da Saúde, cujo efeito é
nulo, pois o dinheiro já foi gasto. Este procedimento do Governo foi
para ganhar tempo, a fim de construir um acordo para votar a MP 401/07, que
concedeu aumento salarial à Polícia Militar e aos bombeiros do
Distrito Federal. A pauta da Casa continua trancada.
Reforma tributária
Destaca-se ainda nesta semana a aprovação da reforma tributária
(PEC 233/08) na Comissão de Constituição e Justiça.
A batalha agora se transfere para outra arena de luta - a comissão especial
que vai tratar do mérito da proposta, cuja disputa pela relatoria está
a pleno vapor na base do Governo.
Acotovelam-se para relatar a proposta, na comissão especial, os deputados
Antonio Palocci (PT/SP) e Sandro Mabel (PR/GO). Leia mais
Medidas provisórias
Governo vai reduzir o número de edição de MPs, até
o dia 15 de abril, a fim de evitar o trancamento da pauta da Câmara e
do Senado nos meses de maio e junho. O anúncio foi feito na última
quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP),
depois de reunião com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo; e
das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro,
e com os líderes da oposição José Anibal (PSDB/SP),
Fernando Coruja (PPS/SC), Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM/BA) e Luciano
Castro (PR/RR).
Para Chinaglia, essa redução vai permitir o destrancamento da
pauta do plenário por um período de 30 a 40 dias. "Nesse
período, os deputados vão poder votar propostas decididas pelo
Colégio de Líderes". Ele assinalou que há interesse
tanto da base aliada quanto da oposição em votar as mudanças
no rito de tramitação das MPs. Ele ressaltou, no entanto, que
ainda não há consenso. O presidente lembrou que, no último
mês, o Governo editou só duas MPs.
PEC das MPs
Enquanto isso, a votação do parecer sobre a PEC 511/06, que altera
o rito das MPs no Congresso, foi adiado para a próxima terça-feira
(8). No parecer, o deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ) sugere, entre outras
mudanças, o fim do trancamento da pauta do Legislativo quando não
houver análise das MPs no prazo legal, que hoje é de 60 dias e
prorrogável por igual período. No lugar do dispositivo de trancamento,
a MP passaria a ocupar o primeiro item da pauta a partir do décimo dia.
Leia mais
Corte pode ser maior
Inicialmente previsto em R$ 20 bilhões, o corte no Orçamento deste
ano pode ficar na casa dos R$ 30 bilhões para sinalizar ao mercado financeiro
que o Governo será mais prudente na área fiscal e cumprirá
sua meta de superávit primário de 3,8% do PIB. Além dos
R$ 12,5 bilhões já cortados pelo Congresso, o presidente Lula
analisa três propostas de cortes adicionais: de R$ 14,5 bilhões,
R$ 16,5 bilhões ou de R$ 19,5 bilhões. Leia mais
Comissão de Orçamento
O deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS) foi eleito, nesta quarta-feira (2),
presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos
e Fiscalização (CMO). Sua eleição ocorreu logo após
a instalação da nova composição do colegiado. Na
mesma reunião, o senador Gim Argello (PTB/DF) foi escolhido 3º vice-presidente.
No ano passado, o presidente foi um senador e o relator era um deputado. Neste
ano, pela alternância, a relatoria caberá a um senador. Disputam
esse cargo o DEM e o PT. Dificilmente a relatoria do orçamento será
entregue a um oposicionista. Desse modo, o Partido dos Trabalhadores deverá
indicar o nome. Leia mais
Anistiados
Nesta quarta-feira (2), a Câmara instalou os trabalhos da Comissão
Especial Temporária que irá analisar os processos de anistia.
Os trabalhos da Comissão serão presididos pelo deputado Daniel
Almeida (PCdoB/BA), e o relator é o deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB/SP).
Na próxima semana, os trabalhos terão início com a votação
de requerimentos para realização de audiência pública,
a fim de ouvir autoridades acerca dos problemas que enfrentam os anistiados
para reintegração nos antigos postos de trabalho, verbas indenizatórias,
entre outros
Fonte: http://diap.ps5.com.br/content,0,1,80702,0,0.html