Defesa pede habeas corpus para ex-prefeito de Juiz de Fora
A defesa do ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani (PTB-MG), informou ter
protocolado na tarde desta segunda-feira no STJ (Superior Tribunal de Justiça),
em Brasília, pedido de liberdade para o ex-prefeito, preso desde quinta-feira
(12) acusado de envolvimento em um esquema de desvios de verbas públicas.
Em carta enviada à Câmara de Vereadores da cidade nesta manhã,
Bejani renunciou ao cargo de prefeito. De acordo com o vereador Isauro José
de Calais Filho (PMN-MG), que preside uma CPI na Casa para investigar as denúncias
contra o ex-prefeito, Bejani afirma na carta que pede a renúncia para
ter mais tempo para se defender.
O ex-prefeito foi preso pela Polícia Federal durante a operação
De volta para Pasargada. A operação foi um desdobramento da operação
Pasargada 1, deflagrada em abril e que também resultou em sua prisão.
Bejani está preso na peninteciária Nelson Hungria, em Contagem,
na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a polícia, o objetivo da segunda operação foi comprovar
a origem do dinheiro apreendido na casa de Bejani. Na primeira etapa da operação
Pasargada, a PF apreendeu R$ 1,1 milhão em dinheiro na casa e no sítio
do prefeito petebista, além de cinco armas, sendo uma de uso exclusivo
das forças federais.
O advogado de Bejani, Marcelo Leonardo, nega o envolvimento de seu cliente no
esquema de desvios. "A prisão dele é desnecessária,
ele pode responder em liberdade, já que é pessoa primária,
sem antecedentes."
Ele afirma que o processo deve continuar tramitando no STJ, mas ainda vai depender
da análise dos juizes. "Até porque existem outras pessoas
que foram denunciadas perante a Justiça Federal em Belo Horizonte, embora
originalmente denunciadas no mesmo inquérito", afirmou o advogado.
CPI
A CPI da Câmara dos Vereadores que investiga o esquema de desvios de dinheiro
público em Juiz de Fora vai apresentar seu relatório final na
tarde desta segunda-feira. Segundo Calais Filho, a investigação
dos parlamentares apontam para a participação do prefeito no esquema.
O relatório deve ser encaminhado ao Ministério Público.
A defesa de Bejani, no entanto, afirma que o relatório feito pela CPI
pouco acrescenta às investigações em curso.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u412877.shtml