A campanha nacional de redução da jornada de trabalho sem diminuição
dos salários comandada pelas centrais sindicais começou a dar
os primeiros frutos. Os 37 mil químicos da Força Sindical e da
CUT do setor farmacêutico assinaram o primeiro acordo com os patrões
que prevê semana de trabalho de 40 horas a partir de 2009.
Agora vamos para cima das empresas de tintas", avisa o presidente da Federação
Estadual dos Trabalhadores das Indústrias Químicas (Fequimfar),
Danilo Pereira da Silva, ao lembrar que o segmento reúne 40 mil trabalhadores.
Pelo acordo, a jornada de trabalho dos farmacêuticos passa a ser de 41 horas em janeiro de 2009 e cai para 40 horas semanais em dezembro de 2009. A redução da jornada de trabalho é hoje a principal bandeira das centrais sindicais.
Negociação fundamental
Na opinião do secretário-geral da Força Sindical, João
Carlos Gonçalves, o Juruna, a luta e a mobilização dos
farmacêuticos mostram que a negociação direta é fundamental.
"Não adianta esperar somente pela legislação, temos
que mobilizar os trabalhadores", afirma o dirigente.
Segundo ele, o benefício alcançado pelos químicos deve
servir de exemplo para os trabalhadores das outras categorias porque todo processo
levou em conta a capacidade dos trabalhadores em pressionar os patrões.
"Conseguimos conscientizar e mobilizar a base em torno da reivindicação",
destaca Danilo da Silva.
Fonte: http://www.gestaosindical.com.br/movimento/materia.asp?idmateria=1346