FST defende unicidade, redução da jornada de trabalho e mais emprego

Trabalhadores de todo o Brasil discutiram nesta terça-feira (13), na sala de convenções do Americell Hall, em Brasília, a pretensão do Governo de alterar a estrutura sindical; a necessidade de geração de emprego e renda com a redução da jornada de trabalho; a defesa da Previdência Social, dos fundos de pensão, das aposentadorias e pensões; a ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT, bem como a realização da reforma agrária, a defesa do meio ambiente e das matrizes energéticas nacionais.

A atividade, convocada pelo Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), que reúne quinze confederações e seis centrais sindicais com representatividade em todo o território nacional, contou com a participação efetiva dos assalariados.

O amplo espaço reservado para o evento tornou-se pequeno diante da grande massa de trabalhadores e representações dos assalariados que prestigiaram o 1º encontro nacional do FST.

A seguir, um resumo de algumas participações ocorridas na parte da manhã. A tarde foi reservada para as discussões da agenda do encontro.

CNTC
O secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e coordenador nacional do FST, José Augusto, inicialmente agradeceu a presença e participação de todas as entidades sindicais e pediu saudações ao companheiro Schulte, ex-coordenador do Forum, que não pode estar presente ao congresso. Augusto também destacou a insistência de edição de medidas provisórias e portarias em por fim a direitos conquistados há décadas pelos trabalhadores.

CNTS
José Caetano da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS) enfatizou a péssima qualidade dos serviços públicos de saúde e o árduo trabalho dos profissionais da área para minimizar o sofrimento de quem necessita sair da enfermidade e restaura a saúde plena.

Cobrapol
O representante da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis defendeu a unicidade sindical e afirmou que a luta dos policiais é a mesma dos demais trabalhadores do País.

CTB
O representante da CTB, João Batista, também enfatizou a necessidade de manutenção da unicidade do movimento sindical, pois somente com a unicidade há sindicato forte. Batista também defendeu a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, de modo que o trabalhador tenha mais contato com a família, com a sociedade e tenha, portanto, crescimento pessoal e social. Outro ponto destacado por Batista foi a necessidade de que a Câmara dos Deputados aprove o fim do fator previdenciário "porque ninguém mais se aposenta no país", disse.

CSP
Luiz Sérgio da Confederação Sindical de Profissionais fez questão de enaltecer a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), "perfeita e defensora dos trabalhadores". E continou: "poucos países tem a mesma legislação que assegura e garante direitos trabalhistas".

UGT
Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, o poder econômico quer acabar com o movimento sindical. Como exemplo mais recente, citou a pressão muito grande que o Paulinho [presidente da Força Sindical] tem recebido. "Não podemos nos esquecer que como deputado federal ele foi o responsável pelas articulações de defesa das demandas dos trabalhadores defendidas pelas representações sindicais."

Força Sindical
O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulinho (PDT/SP) destacou a importância da unidade das confederações, federações e demais representações sindicais em torno de uma agenda única de interesse de todos os trabalhadores.

Paulinho citou como exemplos a conquista da política de reajuste do salário mínimo até 2023, independentemente do próximo presidente da República; o reajuste da tabela do imposto de renda da pessoa física; o descanso do trabalhador no domingo.

Como batalhas mais recentes, destacou a lutas pela manutenção da contribuição sindical, derrubada na Câmara, resgatada em votação unânime no Senado e mantida pela Câmara.

Ataques por defender os trabalhadores
O representante do movimento sindical disse saber as reais causas dos ataques que têm sofrido por parte da mídia. "To apanhando porque como deputado tenho defendido os trabalhadores e incomodado muita gente".

No dia 28 de maio o sindicalismo brasileiro vai às ruas pressionar para que as Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sejam aprovadas pelo Congresso Nacional e passem a integrar o nosso ordenamento jurídico. Também constará da pauta da mobilização a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário. "O Congresso [Nacional] sem pressão não vota com os trabalhadores", enfatizou o parlamentar e representante dos assalariados.

Fonte: http://diap.ps5.com.br/content,0,1,81350,0,0.html