Menos de uma semana após a apresentação da proposta de
reforma tributária ao Congresso, algumas alterações já
começam a ser cogitadas pelo próprio governo federal. O presidente
da consultoria Trevisan, Antoninho Marmo Trevisan, membro do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social, revelou ontem que o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, analisa a possibilidade de incorporar o salário-educação
ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e não ao Imposto sobre
o Valor Adicionado (IVA) federal, como propõe o projeto.
Segundo ele, o motivo dessa mudança é diminuir a base de incidência
do IVA federal, que substituirá a Contribuição para Financiamento
da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social
(PIS), que incidem sobre o faturamento das empresas, e a Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada
sobre os combustíveis.
Esses tributos incidem sobre praticamente tudo que é produzido no País,
de bens a serviços. Já a base de cálculo do IPI é
mais reduzida e poderia incorporar o salário-educação sem
grandes impactos, avalia o governo. Esse imposto não incide sobre serviços,
produtos destinados à exportação, energia elétrica,
combustíveis e demais derivados do petróleo, por exemplo.
Segundo Trevisan, essa alteração poderá ser feita por meio
de uma lei complementar à proposta da reforma. Ele disse também
que após a aprovação da reforma pelo Congresso, o governo
estuda diminuir o teto da alíquota do Imposto de Renda dos atuais 27,5%
para 25%.
Trevisan conversou com Mantega ontem de manhã, antes de participar da
posse dos novos integrantes do Conselho de Administração da Amcham,
em São Paulo.
Fonte:: http://www.fenacon.org.br/adm/noticias_online/ver_noticia.php?xid=941&titulo