O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS),
anunciou nesta quinta-feira que o Executivo enviará o projeto de reforma
tributária ao Congresso até o fim da semana que vem. Segundo Fontana,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou o anteprojeto da reforma na
reunião desta manhã do Conselho Político, no Palácio
do Planalto.
O líder afirmou que o governo não vai propor o retorno da CPMF.
No entanto, Fontana, que é médico, integrante da Frente Parlamentar
da Saúde e ex-secretário municipal de Saúde, disse que
vai pessoalmente trabalhar para aprovar uma nova contribuição
sobre movimentação financeira, com alíquota de 0,2%, para
aumentar o aporte de recursos para o setor. O novo tributo, na avaliação
do parlamentar, poderia trazer entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões.
IVA
O líder apontou como os principais objetivos do projeto o fim da guerra
fiscal, a garantia do desenvolvimento regional e a desoneração
da folha de pagamentos, para facilitar a contratação de mão-de-obra
com carteira assinada. De acordo com Fontana, para dar fim à guerra fiscal
e simplificar a arrecadação, serão criados dois impostos
únicos: um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) federal e outro estadual.
Esses impostos vão substituir os tributos que hoje incidem sobre a produção,
como PIS, Cofins, Cide e ICMS.
O parlamentar explicou que a proposta prevê a criação de
um fundo nacional de desenvolvimento regional que vai compensar os estados que
perderem arrecadação com o fim do ICMS. "Tudo o que o governo
federal ganhar a mais com a arrecadação do novo tributo vai para
esse fundo para promover projetos de desenvolvimento nos estados menos competitivos."
O líder do governo disse que já iniciou o diálogo com a
oposição para a aprovação da matéria. Ele
acredita que há condições para que a reforma tributária
seja votada já neste primeiro semestre e regulamentada no segundo. Mesmo
cumprindo esses prazos, a reforma só deve valer a partir de 2010
Fonte:
http://www.fenacon.org.br/adm/noticias_online/ver_noticia.php?xid=930&titulo=