São
Paulo adia alteração no ICMS
Marta Watanabe
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo vai adiar a entrada da
substituição tributária do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos setores de ração animal,
limpeza, produtos fonográficos, materiais de construção,
alimentos, autopeças, pilhas e baterias, lâmpadas e papel. Pelo
calendário original, o novo regime entraria em vigor nesses segmentos
a partir de 1 de março.
A medida, porém, foi adiada para 1 de abril. Materiais de construção e alimentos conseguiram um prazo mais dilatado ainda. A substituição nesses dois setores começa somente a partir de 1 maio. Confirmadas pela Secretaria da Fazenda, as novas datas deverão ser divulgadas em diário oficial ainda hoje.
A decisão atende a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo o assessor tributário da entidade, Hélcio Honda, a solicitação foi feita para dar mais tempo aos diversos setores na discussão das margens e preços que serão levados em consideração para o cálculo do imposto no novo regime. Em função de mercados mais complexos resultantes da diversidade de produtos, os setores de alimentos e materiais de construção deverão ter prazo mais dilatado que os demais.
A idéia, diz Honda, é evitar repetir em algum dos novos segmentos as várias alterações de regulamentação que aconteceram no setor de higiene pessoal e perfumaria. Esses dois segmentos entraram na substituição tributária desde 1 de fevereiro, mas até o início desta semana mudanças no cálculo do ICMS pelo novo regime ainda estavam sendo formalizadas.
Honda explica que o prazo inicial estava apertado até mesmo para os setores que estão com as pesquisas de mercado mais avançadas. "Há setores também que pleiteiam a aplicação em São Paulo de margens e preços já utilizados por outros Estados que já possuem substituição tributária", explica ele. É o caso, por exemplo, do setor de autopeças, produtos fonográficos, limpeza e pilhas e baterias. A Fazenda informa que estuda o assunto.
Em nota, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) informa que também solicitou ao governo estadual a dilatação de prazo do novo regime. A entidade, que pediu adiamento para julho, argumenta que a substituição no setor de materiais de construção causou surpresa e preocupação na indústria eletroeletrônica. Segundo a nota, somente em 19 de fevereiro, a associação teve acesso à lista geral de produtos a serem submetidos ao regime de substituição tributária a partir de março, constatando a existência de uma vasta gama de produtos do setor eletroeletrônico.
FONTE: http://www.fenacon.org.br/pressclipping/2008/fevereiro/ve/ve270208c.htm